VINHOS MADUROS – ESCOLHA SEU ESTILO


São vinhos que precisam de algum tempo de estágio em madeira e garrafa, algo em torno de 10 anos caso contrário estaríamos abrindo um vinho que sequer conseguiu desenvolver-se. São vinhos, por este motivo, caros, alguns mais caros que deveriam.

Nos brancos temos a Riesling, a Grünner Veltiner e a Semillon que produzem brancos excepcionais, mas para serem apreciados após 10 anos de descanso. Os Riesling, de preferência alemães ou ausralianos e Grünner Veltiner, Áustria e a Semillon, apesar de compor o corte das brancas de Bordeaux, inclusive o botritizado Sauternes, desenvolve-se com maestria na Austrália onde alcança a sua plenitude depois de 10  12 anos de garrafa.

Nos tintos o segredo, com suas raras exceções é o tanino. Ele quando em grande quantidade traz muita estrutura para um vinho, ocorre que para arredondá-los só o tempo em barricas, como na foto acima e muita espera em garrafa. Nesta turma eu gosto:

PORTUGAL: Certamente a tânica e manhosa Baga, da Bairrada. Região perto do Atlântico são vinhos que quando bem trabalhados produzem verdadeiras joias da coroa. Um vinho bastante complexo, frutas silvestres com um fundo de café e tostado. Ou então um maduro alentejano como um Mouchão ou um Pera Manca, elegantes e refinados.

URUGUAI: A Tannat, a exemplo da Baga possui bastante taninos e quando os produtores acertam a mão o vinho é um pouco mais caro mas muito bom. Bastante corpo, aromas de frutos vermelhos e couro. Gosto do Staiger Viejo, com o detalhes que as uvas não são dos arredores de Montevidéo e sim da região noroeste do país.

FRANÇA: Certamente a minha amada Syrah, os Hermitage e Cotie Rotie do alto Rhône são meus preferidos. Vinhos que precisam de 10 anos de garrafa, quando se abre o ambiente perfuma, nariz de frutos vermelhos e especiarias, como cravo e canela. Na boca volume, potência com toques de mentolado  e pimenta. FANTÁSTICOS, puro sangue total. Tem os vinhos de Bordeaux, no estilo mais charmosos e elegantes. Nariz mais calmo, café e tostado, na boca corpo elegante e sedoso, no estilo mais clássico que os puro sangue do Rhône, ah e bem mais caros também.

ITÁLIA: Aqui as opções são várias. Do sul com a uva Aglianico, Taurassi e Basilicata, são potentes e firmes, ao estilo dos vinhos do Rhône, verdadeiros puro sangue, como um carro esportivo, como dizem por lá, uma máquina, mas em face dos taninos precisam, também, de muito tempo de descanso nas barricas e garrafas. Do Piemonte os Barolos, com a Nebiollo, certamente grandes representantes. Vinhos firmes, encorpados, nariz de frutas vermelhas e discreta madeira. Na boca densos e firmes. Em Valpolicella os Amarones feitos com a especial técnica das uvas desidratadas, potentes, alguns chegam a 17% de álcool. Boca firme e encorpada com um final meio amargo. Nariz mais adocicado de frutos vermelhos e tabaco. Bela opção.

AUSTRÁLIA: Certamente os tintos do Vale Barossa, densos e com ato índice de álcool, muitas vezes utilizam ao exemplo de Cotie Rotie a Viognier para acalmar a Syrah.

CHILE e ARGENTINA: Certamente os clássicos com muito tempo de barrica e garrafa. Principalmente os feitos com Cabernet Sauvignon (Chile) em especial os de Colchagua e a Malbec (Argentina) estes em especial os de regiões quentes de Mendonza, como Lujan de Cuyo e La Consulta.

Bem seja qual for o estilo nos vinhos maduros, beba-os devagar, aprecie o momento de estar a frente de um vinho que descansou, pelo menos 8 a 10 anos até estar a sua frente.

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6 thoughts on “VINHOS MADUROS – ESCOLHA SEU ESTILO

  1. Uma taça de Grünner Veltiner agora me deixaria muito feliz!!!! Mas o Syrah da Barossa Valley é meu preferido… Inclusive estou, neste momento, escrevendo um post sobre o Explorateur, da Colonial Estate…
    Beijo,
    Evelyn

    • Evelyn

      A Syrah é, desde sempre, minha preferida nos tintos. Nas brancas a Grünner Veltiner e a Vermentino. E das Syrah, certamente a de Hermitage. No novo mundo Barossa tem seu valor. Que tal um Cabernet Sauvignon chileno de estirpe como um Casa Real com mais de 5 anos de garrafa?

      Os estilos são vários. O alimento faz bem para o corpo, mas o vinho faz bem para a alma.

      Um abraço Peter

  2. Você citou na Argentina duas regiões…mas hoje os melhores vinhos de Mendoza estão sendo feitos no Vale do Uco…simplesmente fantásticos vinhos são feitos nesta região..cito a Salentein ,O´fournie e o complexo Clos de los Siete.Estive lá mês passado e voltei maravilhado com estas bodegas.

    • Fabio, obrigado pela visita.

      Citei estas regiões para o estilo de vinho maduro. Mendonza é dividida em várias sub-regiões cada qual com suas características. O Vale do Uco é uma das grandes. Gosto também dos vinhos de Agrelo. Veja nos post anteriores o que comentei sobre as regiões produtoras de vinho na Argentina. Um abraço Peeter

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