PRIMEIROS PASSOS – APRESENTAÇÃO DO AMIGO VINHO – GOSTOS

língua 1

A última etapa da apreciação do vinho é a análise gustativa. Vejam o esquema acima e entendam porque o vinho deve  “rolar” na boca, sem exageros, antes de ser engolido. Somente assim vai acionar todas as regiões da língua.

Mas muito antes do gosto a análise olfativa que vimos antes é a principal e mais importante etapa. Ali se define o vinho, pelo nariz, também se sente o gosto. Experimente provar um vinho resfriado? É impossível.

Como dito este blog tem por ideia a simplificação do vinho é fundamental que este post seja breve e não seja muito profundo.

No gosto do vinho temos, basicamente, acidez, doçura, amargor e álcool.

A acidez traz para o vinho aquela sensação refrescante, vinhos sem acidez são vinhos que logo enjoam. Nos brancos são a chave da longevidade e nos tintos essenciais para a vocação gastronômica.Experimentem um branco com zero de acide, impossível.

A doçura, no vinho, deve vir, nos bons vinhos, da frutose da uva. Vimos no início da série, que o vinho, chamado fino ou seco, não deve ter açúcar de cana, muito menos de forma residual. Lembrando que nos vinhos de sobremesa ( os vinhos doces) estilo colheita tardia, IceWine, Botritizados (Tokaj –  Sauternes)  ou fortificados (Porto) o açúcar residual é da própria uva que fica após o processo de vinif icação.

Lembro, também, que os grandes vinhos doces, começam doces e terminam ácidos, na ponta doces e nas laterais ácido, assim são doces mas não enjoam.

 O amargo do vinho vem dos taninos e da madeira das barricas e são sentidos na parte de trás da língua. São figuras importantíssimas nos grandes vinhos tintos. O tanino é a chave do envelhecimento com saúde dos tintos. E a madeira serve para que estes taninos sejam amaciados e arredondados, conforme vimos anteriormente, http://wp.me/pPKW2-FG, vocabulário básico.

 Por fim o álcool que dá uma sensação de calor na parte de trás da boca. Se o vinho estiver na temperatura certa ele não irá volatizar e estará perfeitamente integrado.

Na boca se analisa a sua textura, o frescor, as uva maduras, o volume do vinho, se encorpado ou não, o álcool se em excesso ou falta, enfim, os quatro elementos vistos devem estar perfeitamente integrados, até mesmo nos vinhos mais baratos. Se estiverem o vinho será agradável. Caso contrário parece que falta algo. É como sair de  sem cinto, meia, brinco ou colar.

Um bom vinho deve ter cor, aroma e sabor perfeitamente harmônicos.

Prazer, eu sou o tanino

Muitos comentam que não gostam de vinho que amarra, seca, pega,  na boca ou que dá aquela sensação de  veludo na boca. Pois bem, este é o tanino, presente no vinho.

Sempre que falo de tanino já aviso que é aquela sensação de comer banana verde, algo marrento e que pega na boca.

Em termos químicos tanino é um fenol. Em termos de natureza ele está presente em todos os frutos verdes, nas sementes, no caule e cabinhos. Serve de proteção à planta e aos seus frutos, quando ainda verdes.

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PRAZER, EU SOU O TANINO

Muitos comentam que não gostam de vinho que amarra, seca, pega,  na boca ou que dá aquela sensação de  veludo na boca. Pois bem, este é o tanino, presente no vinho.

Sempre que falo de tanino já aviso que é aquela sensação de comer banana verde, algo marrento e que pega na boca.

Em termos químicos tanino é um fenol. Em termos de natureza ele está presente em todos os frutos verdes, nas sementes, no caule e cabinhos. Serve de proteção à planta e aos seus frutos, quando ainda verdes.

Em termos de vinho, afora as partes verdes , em geral, não vinificadas, estão presentes na casca das uvas. Os tintos têm muito mais taninos que os brancos. E entre as tintas, as mais conhecidamente tânicas, são a Baga (da Bairrada em Portugal), a Tannat (natural de Cahors- França, mas atingindo seu ápice no Uruguai). E as menos tânicas, Pinot Noir  e a Gammay , dos Beaujolais.

No processo de vinificação existem várias técnicas que amenizam, arredondam e integram os taninos ao vinho. Mas, dependendo da qualidade das uvas e do tipo de vinificação, por vezes o tanino encontra-se muito presente, algo como verde e marcante, que incomoda bastante.

Uma combinação interessante para harmonizar com vinhos assim é um prato com gordura, algo como carne de panela, carne assada, algo neste giro.

Quando bem integrados ao vinho dão a este sensações únicas de estrutura, vitalidade, força e juventude. Vinhos que ocupam a boca e dão sensações inesquecíveis.

Os bons chilenos e argentinos são mestres nesta área.